12. Roda do Ano

Simbolicamente, a roda gira sem parar nas suas infinitas jornadas, completando o ciclo da grande espiral, entre a Terra e o Céu. Na linha do tempo não existem tradições e nem contradições, existe apenas a tradição ancestral do princípio maior da criação em constante movimento.

Para os Celtas, o ano era dividido em duas metades: uma metade clara e a outra escura, que eram associadas ao verão e ao inverno, conhecidos através dos Grandes Festivais Celtas do Fogo. Samhain simboliza o começo da metade escura do ano (inverno) em contrapartida a Beltane (verão), que representa o começo da metade clara do ano.

O nosso grupo Caer Siddi celebra a Roda do Hemisfério Sul, mas há os que sentem melhor a energia da Roda do Norte ou mesmo a Roda Mista, que comemora as datas originais dos festivais celtas em conformidade com as estações no ano ou a paisagem local. E há os que seguem o Calendário de Coligny, adaptando-o as luas do ano. Observamos, também, que as festividades estão cada vez mais em sintonia com os seus pólos complementares, conforme descreve Endovelicon em sua postagem.

As celebrações da Roda do Ano têm como objetivo principal honrar os Deuses, os espíritos da natureza e os antepassados, além de nos sintonizar à energia do local, à ancestralidade celta e às mudanças das estações. Durante todos os festivais, agradecemos e pedimos aos Deuses – que comandam tais mudanças durante o ano – proteção, saúde, prosperidade, fertilidade, inspiração e paz.

As celebrações anuais são compostas da seguinte maneira:

– Festivais Agrícolas ou do Fogo: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh.

– Festivais Solares: Solstício de Inverno e Verão, Equinócio de Primavera e Outono.

Apesar de toda a controvérsia, há vários indícios históricos confirmando que os celtas observavam os eventos sazonais, como por exemplo, o solstício de verão que era celebrado em certas regiões da Irlanda e da Gália, aos Deuses: Áine, Manannán e Epona.

No livro “Os Mistérios dos Druidas”, Philip Carr-Gomm, chefe da ordem druídica OBOD, menciona que: “Podemos dizer que os Quatro Festivais do Fogo relacionam-se com o ciclo e com as fases da nossa vida na terra. Já os Quatro Festivais Solares representam, a nível psicológico, quatro funções-chave ou quatro processos internos que são: Inspiração, Recepção, Expressão e Recordação.”

Os festivais possuem um simbolismo mitológico atemporal que harmonizam a nossa energia com as mudanças sazonais do ano, a cada região e aos grandes festivais celtas, fazendo assim, uma analogia ao caminho percorrido pela Terra em torno do Sol, aprofundando a nossa percepção sobre os ciclos da vida, morte e renascimento – o giro do triskel sagrado. Que assim seja!

Rowena A. Senėwėen ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

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