26. Distrações

Distrair-se de forma saudável é necessário para relaxar, mas é preciso ficar atento aos sinais do caminho, pois a distração da mente nos faz perder o foco do lugar em que queremos chegar. Como diz uma tríade galesa: “Há três coisas que um viajante deve considerar: de onde vem, onde está e para onde vai.”

É muito fácil desviar a atenção para algo irrelevante ou sem muita importância naquele momento, às vezes, divagamos entre o que é preciso ser feito agora e a mania de procrastinar “ad infinitum” nossos afazeres para o dia seguinte. Por isso é muito importante ter disciplina e muita concentração, requisito fundamental para quem está em busca de crescimento tanto espiritual quanto material.

Mesmo quando a dedicação é forte e o compromisso firme, as distrações e as situações do dia-a-dia podem facilmente diluir os ânimos em relação a nossa prática diária. Precisamos estar cientes dos objetivos traçados e o porquê de trilharmos este caminho, seja você iniciante ou veterano, pois a luz, as sombras e a preguiça se revelam na mesma intensidade a todos, uns mais, outros menos.

Vivemos numa época na qual a informação se processa muito rápido e o mundo moderno exige que tenhamos uma atitude imediatista em relação à vida, seja no trabalho, com os filhos ou até mesmo no trânsito, situações corriqueiras que, com o tempo, acabam gerando stress, cansaço físico e até fadiga mental. Há que se reconhecer que existem limites para os sentidos do homem e que a pressa gera a falta de clareza e a pressão esmorece a inspiração.

Por outro lado, a modernidade também nos dá acesso a muitas informações, facilitando bastante a nossa vida. Somos seres adaptáveis ao meio, tal como a semente que, ao ser lançada ao solo, irá ser estimulada à transformação para cumprir sua função dentro da natureza. O que precisamos é nos organizar melhor, para que tudo flua em plena sintonia ao nosso redor.

Mesmo assim, imprevistos acontecerão e, mais uma vez, tudo irá depender da forma como você encara os fatos e, principalmente, como usará a sua energia para atrair ou não as melhores soluções. O mundo é pura energia, um valoroso campo de poder e o nosso corpo, um captador e ao mesmo tempo gerador de vibrações. Trabalhar os espaços sagrados em nós é o caminho natural desta conscientização.

Utilizar todas nossas capacidades como a intuição, inteligência e criatividade são formas de se manter mais centrado no momento presente. A seguir, um exercício para conectar-nos ao mundo natural e aumentar a percepção, por Ladytoad (ADF) – tradução de Bellovesos Isarnos.

“Deite-se na grama. Feche os olhos e tente sentir os ritmos da terra. Sem a visão, você deve confiar em seus outros sentidos. Esvazie sua mente de pensamentos mundanos e concentre-se apenas em sentir e ouvir. Aproxime sua orelha do chão.

Você pode escutar o movimento dos insetos ocupados em seu trabalho?

Se você escutar atentamente, as pulsações da terra se tornarão claríssimas. Permita que elas entrem no seu corpo. Relaxe.

Deixe que elas se fundam às batidas do seu coração até o corpo não se sentir mais destacado ou separado da terra. Permaneça nesse exercício por, ao menos, 15 minutos.

O exercício poderá parecer difícil em suas primeiras tentativas. Ficamos acostumados a andar sobre substâncias feitas pelo homem, com os pés cobertos por solas e protegidos da terra. Esquecemos da conexão que nossos ancestrais conheciam bem. Mesmo em sua primeira tentativa, você sentirá alguma coisa. A memória ancestral será forte dentro de você se permitir lembrar.

A unidade com a terra é parte da nossa consciência evolucionária genética. Precisa apenas ser despertada. Quando você estiver pronto para reingressar ao mundo quotidiano, pegue um diário. Anote o que você sentiu e ouviu. Tente lembrar-se de todas as palavras que você conhece e que possam trazer à vida sua experiência.

Você pode encontrar-se descrevendo sensações por meio de cores, aromas, sabores. Seu corpo sabe como seus sentidos se conectam. Permita ao seu inconsciente descrevê-lo. Deixe que as palavras fluam. Confie no que está dentro de você – não somente naquilo que o seu cérebro lógico, treinado na escola, lhe diz. Na próxima vez que você fizer esse exercício e o registro no diário, observe sua reação, releia. Veja o quanto sua nova tentativa foi diferente da sua primeira vez.

Esse exercício não é algo para se fazer só uma vez. Deve ser repetido de novo e de novo até você realmente sentir a conexão outra vez. Você se beneficiará com um nível mais baixo de “stress”, com uma meditação em nível mais profundo, com uma compreensão maior de si mesmo e do seu lugar no esquema das coisas.” Que assim seja!

Fonte do texto original: Connecting with the Natural World – ADF

Rowena A. Senėwėen ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

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