4. Salgueiro (Sail/Willow = S)

O Salgueiro simboliza a fertilidade, a soberania e a morte. Relaciona-se também à visão noturna, magia, intuição, ciclos lunares e aos aspectos femininos. Presságio: seguir o fluxo da vida.

S, Sail  >-,,,,-
O Salgueiro – A Árvore Lunar

Pronúncia: Sále (engula o e para não dizer sáli)
Tradução: Salgueiro
Nome científico: Gênero Salix, família Salicaceae, várias espécies
Irlandês antigo: Sail
Galês: Helygen
Significados básicos: a Lua, feminilidade e fluidez
Inglês: Willow
Classe: Camponês
Cor: Sodath, “uma cor delicada” (como amarelo claro ou marfim, por exemplo)

Bríatharogaim:

Bríatharogam Maic ind Óc
Sail: lúth bech, “sustento de abelhas”

Bríatharogam Con Culainn
Sail: tosach mela, “princípio da doçura”

Bríatharogam Morainn mac Moín
Sail: lí ambi, “palidez do morto”

Comentários:

A ligação do salgueiro (“chorão”) com a morte é antiga. Talvez o motivo seja a aparência desconsolada dos ramos abatidos e das folhas finas do salgueiro, ou porque ele cresce em lugares úmidos e sombrios, ou porque suas folhas de um verde pálido sugerem a lividez da morte.

Em contraste a essas associações lúgubres, o salgueiro é também o emblema do artesanato. Seus ramos longos e flexíveis fornecem o material para muitos itens úteis e práticos: cestos, assentos, cercados, cabanas e, até mesmo, botes. O tradicional bote irlandês chamado curragh é feito pelo estiramento de uma pele impermeável sobre uma armação de ramos de salgueiro entrelaçados.

Unindo as imagens da morte e do trabalho manual, Sail torna-se um emblema de magia e mistério. É o salgueiro na margem do rio, com suas folhas no ensolarado mundo quotidiano e suas raízes no escuro e úmido mundo inferior. A misteriosa serpente marinha que vive além dos limites do mundo conhecido e o trabalho em que o adepto parte em uma viagem para o desconhecido.

O salgueiro esteve presente em A Batalha das Árvores, pois Taliesin diz:

Os Salgueiros e Sorveiras chegaram tarde para o exército.

Sagragnos & Coslogenos:

Sagragnos: a Intuição. Sail é o salgueiro, a jovem esbelta, graciosa. É a visão e a imaginação intuitivas, soltas. É o sonho e a compreensão súbita do que ele significa. É a Lua que se movimenta em seus ciclos. É a cheia e a vazante das marés. É a mulher. É a vida. É a roda. É o nascimento de um ciclo psíquico, a abertura das páginas do livro do mistério. É o crescimento da vegetação. É o desenvolvimento dos aspectos meditativo e psíquico do ser. É a harmonização conjunta. É o progresso no trabalho mágico, solitário ou com outros. É obtenção supra-racional da percepção, qualquer que seja a realidade revelada. Um aspecto deste caractere pode ser a sugestão de que é agora o tempo de dar mais atenção à intuição, incluindo-se os sonhos.

Também pode ser o desejo de aprontar-se, abrangendo tomar medidas práticas, estar pronto a responder à inspiração, permitindo-se um período de criatividade artística. Como em todas as fontes de conhecimento, o equilíbrio é o melhor e é possível empregar a análise racional de quaisquer sugestões que sejam transmitidas.

Coslogenos: tristeza, mágoa, liberação da dor, torpor, deixar partir, ir embora. Invertida: afundar-se em miséria, estagnação.

Coirí Filidechta – Os Caldeirões da Poesia:

  1. Coire Goiriath (Caldeirão do Aquecimento), físico: uma relação confortável com o mundo material está cheia de lições e ciclos de valores mutáveis. A mudança é necessária para o crescimento e os valores não são exceção à regra.
  2. Coire Érmai (Caldeirão do Movimento), emocional/mental: para ganhar compreensão de um conceito particular, uma firme acumulação de fatos é o fundamento que traz a compreensão. Não se pode aprender tudo em uma só lição. Repetição é a chave.
  3. Coire Sois (Caldeirão da Sabedoria), espiritual: este é um período mais de calma que de ir adiante com toda a velocidade. Aprenda a brincar com a natureza cíclica das coisas.

Bellouesus Isarnos
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