9. Aveleira (Coll/Hazel = C)

A Aveleira simboliza intuição, inspiração, claridade, sabedoria direto da origem e ligação ancestral. É o símbolo do salmão, a essência profunda que revela a verdade. Presságio: o guardião da fonte sagrada.

C, Coll  >-””-<
A Aveleira – A Árvore da Sabedoria

Pronúncia: Câll (não câu ou cáu)
Tradução: Aveleira
Nome científico: Corylus Avellana
Irlandês antigo: Coll
Galês: Collen
Inglês: Hazel
Significados básicos: Inspiração, intuição, suavidade
Classe: Chefe
Cor: Cron, “castanho”

Bríatharogaim:

Bríatharogam Maic ind Óc
Coll: carae blóesc, “amiga das cascas de noz”

Bríatharogam Con Culainn
Coll: milsem fedo, “mais doce árvore”

Bríatharogam Morainn mac Moín
Coll: cáiniu fedaib, “mais bela árvore”

Comentários:

Nos tempos antigos, um bastão de aveleira era a insígnia de um arauto. Nos contos de Cúchulainn, um arauto é descrito como usando um broche castanho num esplêndido manto marrom e carregando um bastão polido de aveleira. Ramos de aveleira eram usados por rabdomantes para a localização de água ou tesouros enterrados. Como o arauto, Coll explica, revela e torna conhecido.

Ao mesmo tempo, Coll é humilde, simples e despretensiosa. O arauto aponta para algo maior do que ele mesmo; Coll surge vestida não em cores brilhantes, mas em modesto castanho. A madeira da aveleira era usada para objetos de uso quotidiano, como cestos, estacas para plantas e grades de secagem. Coll lembra a imagem da coleta de nozes em bosques outonais, de partir e comer as nozes doces ao redor do fogo em longos entardeceres de inverno, os sons suaves da harpa e as palavras familiares de um conto bem conhecido. Sem dúvida, algumas tradições ligam Coll a Brighid, guardiã da lareira.

Recorra a Coll para guiá-lo rumo às doçuras da vida: doces nozes, água doce, música suave, os prazeres do conhecimento e o conforto do seu próprio lar.

Sagragnos & Coslogenos:

Sagragnos: a Inspiração. Coll é a aveleira, é inspiração, é a cintilação da idéia que salta para dentro da mente, é a fonte de que fluem a poesia e todas as artes. É a voz das Musas ressoando na mente, a qual irá traduzir-se em matéria, forma física, substância sólida, em música, canção, drama, arte, estruturas, edifícios, instrumentos científicos, deduções filosóficas, ritos e rituais religiosas, crenças e religiões, qualquer coisa surgida da inspirada mão da humanidade. É a meditação, embora não primordialmente as premeditadas técnicas para silenciar as muitas vozes da mente, ou para aprender a concentrar-se num item em particular, simples ou complexo, como fruto da meditação, não importando quais métodos e técnicas sejam empregadas como sementes desse fruto.

Coll é o aspecto da divinação que é a aurora da percepção sobre a realidade, para que possamos trilhar nossos próprios caminhos produtivamente, saltando, correndo, andando à toa, dançando com criatividade, buscando com qualidade uma realidade inspirada. Como toda fonte de conhecimento e percepção, a inspiração pede avaliação equilibrada e consciência consciente.

Coslogenos: reflexão, contemplação, auto-avaliação, paz, meditação. Invertida: retorno às raízes, olhar para o passado, ir às origens.

Coirí Filidechta – Os Caldeirões da Poesia:

  1. Coire Goiriath (Caldeirão do Aquecimento), físico: sua habilidade em poesia, divinação e meditação permite que você inspire outros a aumentarem suas capacidades nessas artes. O exemplo é o melhor professor.
  2. Coire Érmai (Caldeirão do Movimento), emocional/mental: permita às reações da sua intuição trazerem idéias à superfície. Torne-se um catalisador para essas idéias.
  3. Coire Sois (Caldeirão da Sabedoria), espiritual: siga sua intuição para a fonte, você será premiado com sabedoria e sua alma ressoará com poesia.

Bellouesus Isarnos
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