A Meditação dos Caldeirões

Inspiração de Searles O’Dubhain
The Summerlands – Três Caldeirões:

Sentados, relaxe os ombros, os braços e as pernas. Apoie firmemente os pés no chão e mantenha a coluna ereta. Feche os olhos e respire profundamente.

(O Caldeirão do Aquecimento é preenchido com as três ondas da manutenção)

É hora de parar de tentar moldar a natureza de nossa percepção interior. Precisamos nos render a nossa necessidade de seguir as correntes de pensamento e que nos mantém a distância do centro. Sem perguntas, silencie os pensamentos e envie-os para as profundezas do além, no vazio do nada, na escuridão onde flutua a nossa consciência. Do ventre da criação, no Caldeirão do Aquecimento, essa escuridão se expande. Respire e relaxe!

Agora, somos uma luz no limite da eternidade. Somos um caminho que vai, mas que também permanece. Estamos em todos os lugares e em nenhum lugar. Estamos no tempo e estamos acima do tempo. Sabemos disso e os Deuses nos conhecem como nós os conhecemos. Imagine uma espiral subindo até o caldeirão do peito. Respire profundamente e relaxe!

(O Caldeirão do Movimento é preenchido com as três ondas da existência)

Há apenas a respiração, sangue e mente dentro de nosso ser. Nós não somos mais uma criatura desse lugar. Estamos além, livres do tempo e de seus muitos fluxos. Vamos nos acalmar, liberando nossas emoções. Escute a batida do seu coração à medida que se orienta nesse novo fluxo. O que nos dá a vida é a nossa respiração. Respire e conecte-se ao Caldeirão do Movimento!

Estamos fluindo para um rio, para os nossos antepassados. Nossos problemas não são mais nossos. Eles são partilhados com a nossa família. A família é uma teia de seres. Nós não estamos sozinhos. A batida do nosso coração está se acalmando. Nosso sangue se torna uma onda, um rio que flui e esse rio é o oceano da vida, onde há apenas o silêncio.

E vamos espalhar a nossa consciência para as águas e os ventos do ser até a totalidade do tempo e da história que nos trouxe até aqui. Estamos num emaranhado de seres e nossas vidas são sustentadas pela conexão de si e do que somos. É hora de liberar aquilo que é desnecessário em sua vida. A teia que nos sustenta abre espaço para o novo.

A espiral sobe até o Caldeirão da cabeça. Respire profundamente e solte!

(O Caldeirão da Sabedoria é a inspiração das três ondas da criação)

Finalmente, chegamos ao caminho do retorno. A teia toca o centro onde há um anel de ouro que nos mostra o caminho de volta. O caminho é um fio de ouro que desperta a consciência que iniciou sua jornada no ventre da escuridão.

Renascemos para nós mesmos centrados no equilíbrio e trazemos a mente e o espírito cheio de novas ideias e de energia criativa. Nós somos o anel de ouro da criação.

É através da força do Carvalho que podemos viajar ao caminho de nós mesmos. Agora estamos descendo em espiral até o caldeirão do peito, ouça o seu coração e respire!

O momento de aceleração está no sopro da vida que enche nossos pulmões. Começamos a respirar mais rapidamente e a vontade assume o controle da nossa respiração. O bater do nosso coração torna-se uno com uma sensação de bem-estar, ressoando com o nosso ventre.

Sentimos a proximidade do mundo exterior, estamos seguros e em paz.

O Sol aquece nossa carne dentro do corpo, de nossa consciência onde as sementes das lições aprendidas começam a germinar. A vida flui ao longo de nossa existência, estamos prontos para desfrutar do conforto do corpo, da mente e do espírito. Retorne pelo mesmo caminho e assim como iniciamos, agora terminamos. Respire profundamente e abra os olhos! Está feito.


Música: An Chroi Laistigh de Peter Gundry
Adaptação do texto: Rowena A. Senėwėen ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

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"Três velas que iluminam a escuridão:
Verdade, Natureza e Conhecimento." Tríade irlandesa.